A força e vontade de viver não o deixaram desistir. Pediu o divorcio e saiu de casa. Foi viver sozinho...
Nunca os filhos e a ex-mulher o procuraram mais. Minto, os filhos ligam quando precisam de dinheiro... Fora disso não passam um natal com o pai, nem lhe ligam no dia do seu aniversário, nem querem saber se ele está bem ou mal.
Viveu assim durante anos, sozinho e numa cadeira de rodas. Felizmente o Luís tem aquilo a que se pode chamar de grandes amigos, que sempre fizeram (e fazem) de tudo para estarem presentes.
Mas os amigos por muito bons que sejam, não preenchem o vazio que por vezes há na nossa vida, e nas noites de solidão o Luís refugiava-se muitas vezes no seu escritório. A única companhia era o computador com ligação à internet...
Numa dessa noites, conheceu a Filipa. Passaram a falar todos os dias. Ele aqui em Portugal, ela no Brasil.
A amizade foi crescendo. A cumplicidade também. Ele contou-lhe que era paraplégico. Ela apaixonou-se.
Ela deixou tudo para trás e veio ter com ele.
São tão felizes!
(e eu tenho a sorte de poder acompanhar esta história de perto...)












