Estou triste.
Estou simplesmente triste.
O que vivi há um ano atrás, está a repetir-se. A diferença é que é de forma ainda mais grave.
A minha avó voltou para o hospital. Ninguém nos dá esperanças...
O medo voltou sempre que o telefone toca. O pânico voltou sempre que entro naquele hospital.
Voltou tudo... Ainda com mais força. Não há forma de nos habituarmos a perder as pessoas que mais gostamos e isso dói. Dói tanto...
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Saudades...
Lembro-me do que comi, de onde estive, das coisas que me disseram, lembro-me até da roupa que tinha vestida nesse dia.
Lembro-me de toda a gente esconder de mim o que se estava a passar... Mas eu sabia. Eu senti... Eu juro que senti o momento em que o teu coração parou... Ninguém me disse e eu soube primeiro que todos, assim que ouvi o telefone tocar.
Foi duro. Foi a coisa mais dura e mais dificil que me aconteceu até hoje. Tinha apenas dez anos e tinhamos uma ligação tão forte!!! Eu era apenas uma criança, que queria brincar. Não sabia e nem estava preparada para ligar com perdas assim.
Lembro-me do que chorei e do esforço incrível que os meus primos, também ainda crianças, fizeram para me animar. Lembro-me perfeitamente do jogo que fomos fazer e de eles me deixarem ganhar sempre, só para eu me rir.
Os anos passaram, mas eu continuo a sentir a tua falta. Continuo a ver o pôr-do-sol aos domingos, no sitio do costume, como fazíamos sempre os dois. A diferença é que não estou sentada no teu colo, mas sim no sitio que tu ocupavas. Continuo a sentir o teu cheiro no sofá que tu ocupavas todos os dias, mesmo quando toda a gente diz que já não cheira a ti. Continuo sem esquecer a paciência que tinhas para brincar comigo. Não dá para esquecer nenhum desses momentos...
Lembro-me também do dia 8 de Dezembro desse mesmo ano. A última vez que te vi... Parecia que estavas a adivinhar. Pediste-me tantos beijinhos... Tantos, tantos, tantos...
Não queria que tivesses partido tão cedo. Seria tudo tão diferente se ainda estivesses comigo.
Continuo a amar-te e a ter muitas saudades tua, Avô.
Como ninguém imagina...
domingo, 6 de setembro de 2009
Surpresas!

Eu gosto de surpresas. Aliás gosto muito de surpresas!!
E hoje tive uma GRANDE surpresa. A visita da minha querida prima.
E o melhor disto é ver que os passam e nada muda!
Há a mesma cumplicidade, a mesma amizade, os mesmos sorrisos, a mesma alegria. E há o mais importante de tudo, a mesma prima e amiga. Sem mais nem menos.
Há coisas que nunca mudam e ainda bem...
Agora a ti prima...
Obrigada por teres vindo... E pela tonelada de chocolates!
Adorei ver-te de novo!
Gosti mt mt*
(O Francisco tem saudades tuas!!)
(Sara Jessica Parker)
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Sem saudades!
Há uns dias atrás ia com a minha mãe e passei pela escola onde andei durante anos. Era a minha segunda casa, digamos assim. Passei lá imenso tempo. Cresci lá. Aprendi milhões de coisas. Arranjei amigos e muitos deles mantém-se até hoje. Tive os meus primeiros amores. Passeie muito. Tive experiências fantásticas. Tive professores maravilhosos que jamais esquecerei. Tive outros que já nem do nome me lembro.Tive desilusões. Tive alegrias também...
A certa altura a minha mãe pergunta-me: "Não tens saudades?"
E eu respondo sem pensar duas vezes: "No último dia de aulas alguns dos meus colegas choraram... Eu pulei de alegria! Não tenho saudades nenhumas!"
A certa altura a minha mãe pergunta-me: "Não tens saudades?"
E eu respondo sem pensar duas vezes: "No último dia de aulas alguns dos meus colegas choraram... Eu pulei de alegria! Não tenho saudades nenhumas!"
Pronto... Fui sincera!
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Quando tudo muda...
Comigo, 2009 começou da melhor e da pior maneira. Sentia que este ano iria ser totalmente diferente.
De certa forma não me enganei. Começou bem, mas tudo começou a correr mal logo a seguir.
Perderam-se amores. Perderam-se amigos. Perdi os sorrisos e brincadeiras da minha avó. Tive dias e dias em que o medo de a perder era a única coisa que tinha na cabeça. Perdi a paz. Perdi-me de mim...
Perdi-me e andei meses perdida. Eram demasiadas coisas a acontecer ao mesmo tempo e a força para agir tinha simplesmente desaparecido.
Mas nem tudo foi mau, digamos assim. Não perdi a minha avó, apesar de ela agora não saber quem eu sou, apesar de ela já não brincar comigo, apesar de ela já não estar em casa sempre que lá vou. Mas o que interessa é que apesar de tudo ela agora está bem, dentro dos possíveis.
Perdi amigos, mas ganhei outros... Conheci muita gente nova... Tive apoio de muitos amigos, que nunca pensei e de outros que mal me conheciam... Tive amigos que passaram a grandes grandes grandes amigos, pelo apoio constante, pelo carinho, pela preocupação e ajuda, e esses sei que jamais os quero perder.
Deixei de acreditar no amor, à minha custa. Errei demasiado, por medo...
Tudo isto, fez com que eu mudasse. Foi como um abanão...
E foi uma mudança positiva, sem duvida. Comecei a tratar mais de mim. Comecei a gostar de mim, o que antes era totalmente ao contrário. Passei a ser uma pessoa mais segura e com menos medos. Passei a viver sem pensar muito no depois... E a aproveitar tudo o que há de bom na minha vida.
E é tão bom quando me dizem que estou diferente e que me adoram assim!
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